Cooperação Técnica lança guias para preservação de cavernas e manejo sustentável do Patrimônio Ambiental

A Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Votorantim Cimentos e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) apresentaram nesta quarta-feira (10 de agosto) os principais resultados desenvolvidos ao longo dos cinco anos de colaboração conjunta entre as organizações. 

Em um seminário comemorativo realizado em São Paulo, a cooperação técnica lançou o Guia de Boas Práticas Ambientais na Mineração de Calcário em Áreas Cársticas, que busca contribuir para a preservação de cavernas, e o Plano de Gestão Territorial Sustentável, voltado ao manejo sustentável do Patrimônio Ambiental. 

"Estas duas publicações didáticas representam os produtos mais importantes desenvolvidos em cinco anos de parceria e uma contribuição para a sociedade como um todo, com o compartilhamento de informações e boas práticas que podem ser replicadas também por outras empresas", afirma o Diretor Técnico Global da Votorantim Cimentos, Álvaro Lorenz.

Desenvolvido como uma ferramenta para classificar ativos em propriedades particulares, o Plano de Gestão Territorial Sustentável (PGTS) foi construído de forma conjunta pela cooperação a partir da identificação de uma lacuna no mercado em relação ao tema.

"A caracterização de ativos contribui para a avaliação de eventuais projetos sociais e ambientais a serem desenvolvidos. Este é um modelo inédito de plano que pode contribuir com avanços conceituais e metodológicos sobre o planejamento e gestão de patrimônio territorial de empresas de setores como mineração, silvicultura, agropecuária, energia, entre outros", destaca o presidente da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton Lino.

Destinado prioritariamente a propriedades de empresas que possuam grandes extensões ou áreas cuja importância socioambiental seja relevante, tanto pela localização quanto por eventuais Ativos Ambientais que possa abrigar, o PGTS considerou como base dois exemplos de boas práticas desenvolvidas pela Votorantim Cimentos: em Ribeirão Grande, no sul de São Paulo, e Laranjeiras, em Sergipe.

​O levantamento nestas áreas permitiu identificar importantes remanescentes de Mata Atlântica e manguezais, centenas de nascentes e cavernas a serem conservadas, e um rico patrimônio arqueológico, histórico e cultural. A região de Ribeirão Grande, por exemplo, fica cercada pelo Parque Intervales, a cerca de 10 quilômetros da área de mineração Guapiara, e onde há presença de cavernas relevantes, como a Gruta dos Paivas, considerada a quinta maior do Estado. "Além de identificar tais elementos, o PGTS propõe formas de transformá-los em ativos que beneficiem a empresa, seu entorno e a sociedade em geral", acrescenta Lino. 

Já o Guia de Boas Práticas Ambientais na Mineração de Calcário em Áreas Cársticas, desenvolvido pela SBE em parceria com a Votorantim Cimentos e com a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, tem como principal objetivo a conservação de cavernas. Atualmente, cerca de 70% das cavernas se desenvolvem em áreas cársticas (com presença de calcário).

"O guia busca disponibilizar à sociedade informações sobre os ambientes cársticos, seus processos formadores, sua importância ecológica e evolutiva e as boas práticas do setor, muitas vezes desconhecidas, contribuindo para conscientizar profissionais da mineração sobre a importância desses ambientes e sua vulnerabilidade", esclarece o Presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia, Marcelo Rasteiro. "Esta é a primeira publicação que relaciona as atividades extrativas ao sistema cárstico, temas de grande relevância no setor de mineração, mas até então abordados de forma isolada". 

Voltado especificamente a cimenteiras e mineradoras de calcário, o guia se destina a profissionais de empresas de mineração, órgãos governamentais e consultorias atuantes em planejamento, operação ou desativação de minas de calcário. 

Ambas publicações estão disponíveis gratuitamente para o público em formato digital nos links:

Plano de Gestão Territorial Sustentável

Guia de Boas Práticas Ambientais na Mineração de Calcário em Áreas Cársticas 

Para saber mais sobre a Cooperação Técnica, acesse: www.cavernas.org.br/cooperacaotecnica

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