Mais de 90% do cimento brasileiro tem aditivos sustentáveis

São Paulo, 3 de fevereiro de 2015 – A proporção de matérias-primas alternativas aplicadas ao cimento brasileiro é uma das melhores do mundo, segundo dados do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria da Construção), conforme destaca a Votorantim Cimentos, maior empresa do setor de materiais de construção do País. Em 2013, 91% de todo o cimento comercializado em território nacional contava com algum aditivo ao clínquer, derivado do calcário utilizado na produção de cimento.

“O Brasil tem um dos maiores índices de substituição de clínquer do mundo ​e isso se deve a pesquisas da indústria e ao desenvolvimento de tecnologias para adição de substitutos naturais e até mesmo rejeitos da indústria siderúrgica na fabricação de cimento”, diz Edvaldo Rabelo, diretor executivo de energia, sustentabilidade e segurança da Votorantim Cimentos. “A adição de matéria-prima alternativa garante um material tão resistente e durável quanto o cimento produzido com clínquer puro, e gera ganhos com a redução da emissão de gases, do uso de água e da queima de combustíveis fósseis no processo”, explica.

A gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, Silvia Vieira, cita como exemplo o caso da planta localizada em Porto Velho/RO, que é considerada modelo em iniciativas para mudanças climáticas. Em operação desde 2009, a unidade viu nas matérias-primas alternativas uma solução também para a redução de custos operacionais. A planta está localizada na região Norte do país, onde faltam depósitos de calcário para produção de clínquer e o alto custo do transporte de outras minas tornava a operação financeiramente desfavorável. “Isso nos levou a pensar em produzir pozolana de argila calcinada no local e aumentar a proporção de substitutos. Após pesquisas, envolvimento de cientistas para as especificações técnicas e diversos testes, chegamos a um forno próprio para produção do material”, detalha Silvia, que é PhD em Geologia.

A construção da unidade em Porto Velho/RO demandou aporte de R$176 milhões e 1,6 milhão de homens/hora. “O investimento foi muito similar ao de uma fábrica comum, mas com bastante ecoeficiência. Emitimos metade dos gases que uma operação tradicional, gastando 35% menos energia e 40% menos de água que uma planta de cimento convencional, que produz cimentos sem adições”, conclui Silvia.

A Votorantim Cimentos apresentará o caso de Porto Velho/RO e suas iniciativas sustentáveis no Congresso CBI Brazil & Latin America 2015, que acontece quarta (4) e quinta-feira (5) desta semana, no Hotel InterContinental, em São Paulo. Edvaldo Rabelo, diretor executivo global da Votorantim Cimentos, falará sobre as políticas de sustentabilidade na companhia a partir das 11h30 do primeiro dia. Silvia Vieira, gerente de pesquisa e desenvolvimento, comentará sobre a adição de materiais sustentáveis na produção de cimentos no segundo dia do evento.

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